agosto 18, 2010

faça a diferença...

Quem ama educa.
Não bata no seu filho.

O que são castigos físicos e humilhantes ?

É uma forma de violência aplicada por uma pessoa adulta com a intenção de disciplinar para corrigir ou modificar uma conduta indesejável. É o uso da força causando dor física ou emocional à criança ou adolescente agredido. É uma forma de violência contra a criança e uma violação de seu direito à dignidade e integridade física.

Abaixo seguem alguns exemplos:

  • Palmadas
  • Beliscões
  • Tapinhas na mão
  • Pontapés
  • Puxão de cabelo
  • Rejeição ou desqualificação da criança ou do adolescente
  • Bater com a mão ou com um objeto (vara, cinto, chicote, sapato, fios)
  • Xingamentos, humilhações
  • Castigos excessivos, recriminações, culpabilização
  • Ameaças
  • Uso da criança como intermediário de desqualificações mutuas entre os pais em processo de separação
  • Responsabilidades excessivas para a idade
  • Sacudir ou empurrar a criança
  • Clima de violência entre os pais e de descarga emocional em cima da criança
  • Obrigá-la a permanecer em posições incômodas ou indecorosas
  • Obrigá-la a fazer exercícios físicos excessivos.
  • Surras
  • Chacoalhar a criança

Alimentando o ciclo da violência
O uso do castigo físico infligido a uma pessoa faz parte de um “ciclo” de violência. Entretanto, muitos pais ainda não enxergam dessa forma, pois esta metodologia educativa está fortemente legitimada em nossa sociedade. Os pais que utilizam o tapa, a palmada ou a chinelada para educar o fazem acreditando que estão fazendo o melhor para seus filhos, mas não percebem que, na verdade, estão infringindo o direito que as crianças possuem (assim como qualquer outro ser humano) ao respeito pela sua integridade física e dignidade humana.
Se a violência física contra um adulto não é aceitável socialmente, sendo passível inclusive de sanções legais, porque a violência contra a criança deve ser aceita? Os pais não vêem que, ao utilizarem o castigo físico, estão abusando da diferença de poder que existe numa relação entre um adulto e uma criança.


Os efeitos do castigo físico e humilhante não podem ser generalizados para todas as crianças, pois dependem da experiência de vida de cada um e da configuração familiar em que a criança encontra-se inserida. Entretanto, uma conseqüência direta do uso do castigo físico é o aprendizado, por parte da criança, de que a violência é uma maneira plausível e aceitável de se solucionar conflitos e diferenças, principalmente quando você está em uma posição de vantagem frente ao outro, principalmente física (como no caso do adulto frente à criança). E este aprendizado é transportado para outras relações da criança, como para a sua relação com um irmão mais novo, por exemplo. Também percebemos que, em muitos casos em que a criança sofre com castigos físicos e violências psicológicas freqüentes, ela pode apresentar um perfil retraído, introvertido. Se a criança não tiver uma rede de apoio forte (outros parentes ou outras pessoas que lhe sejam significativas e que lhe tratem de maneira diferente), a sua auto-estima fica tão comprometida que vemos como consequências a insegurança, o medo, a timidez, a passividade e a submissão.

Muitas vezes, a violência física e/ou psicológica acaba acontecendo num rompante, e não por metodologia. Nestes momentos os pais podem sentar com seus filhos e serem sinceros com eles, explicando que perderam o controle e que se arrependem por isso. Este tipo de atitude é um ótimo exemplo de humildade e de respeito para com o outro. Ao sentarem para conversar com seus filhos, os pais darão o exemplo de que pedir desculpas não é algo do qual a criança deva se envergonhar e de que errar é humano, que nem sempre eles, pais, irão acertar em tudo, apesar sempre desejarem o melhor para seus filhos. Além disso, este é um ótimo momento para ouvir a própria criança e procurar, juntamente com ela, estabelecer as “regras” de convivência para todos dentro de casa. Por exemplo, o pai ou a mãe podem identificar que não agiram da melhor forma porque foi justamente no momento em que chegavam estressados do trabalho. Junto com a criança, eles podem conversar com ela e estabelecerem juntos que, quando isto acontecer, eles precisarão de um tempinho para respirarem fundo, relaxarem e, então, darem a atenção de qualidade que a criança merece.

Denuncie a violência contra crianças - Disque 100

Um comentário:

  1. Eu apoio esta ideia. Nunca bati nos meus filhos. Uma boa conversa resolve mais do que boas palmadas. Criança precisa de atenção e de muito amor para se desenvolver e ser um adulto feliz e bem resolvido.
    Bjs

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fico feliz quando leio o seu recadinho...
obrigada!