junho 02, 2010

max & didi...


"A razão de eu amar tanto o meu cachorro é porque quando chego em casa ele é o único no mundo que me trata como seu fosse Os Beatles."



Tudo começou assim:
O Max nasceu num Pet Shop de grã fino, com sangue azul e pedigree, ficava na vitrine da loja fazendo graça para todos que passavam como bom filhote de labrador...
Era tão convincente na sua performance que juntavam várias pessoas de todos os jeitos só para ver o Max com aquela carinha de carente...
Mas levar o Max para casa não era fácil não, custava caro e teve muita criança triste por que não pode levar pra casa aquele amigão.
Um certo dia, um médico viu o Max e se apaixonou, pagou o que pediam por ele e deu de presente para seus dois filhos.
Tudo parecia perfeito para o Max, que agora tinha até nome e sobrenome, era o Max Pimenta. As crianças adoraram o presente e faziam a maior bagunça com aquele filhotinho desastrado e muito esperto. Ele tinha a melhor ração do mercado e até um convênio médico, além da casa bonita e confortável .
Que vida boa tinha aquele cachorrinho...
Um dia, sei lá o que aconteceu que a mãe das crianças não quis mais o Max morando com eles.
Gente grande é assim mesmo, as vezes esquece que os bichos também tem coração...
O Max tadinho tinha só dois meses, quase três e não entendeu nada.
O médico coitado, ficou sem saber o que fazer.
Pensou, pensou e sem achar nenhuma resposta, colocou o Max no carro e o levou para o apartamento...
Lá o Max ficava sozinho pois seu dono trabalhava o dia inteiro e chegava bem tarde em casa, tão cansado que nem tinha tempo de brincar. O Max, é claro, gostava muito do doutor, mas sentia falta de carinho e de atenção, pois as crianças vinham um fim de semana sim, outro não.
E foi indo, foi indo...
Até que o Max não conseguia mais segurar tanta energia e um dia o doutor chegou em casa e o Max (tadinho) tinha rasgado um sofá (de couro) e uma cortina...
Para o doutor também não era fácil, ele estava fazendo o possível para ficar com o cachorro, mas além da bagunça, o que ele faria quando o Max crescesse?
E daí ele pensou, pensou e sem achar nenhuma resposta, colocou o Max no carro e o levou para um hotel de cachorro e deixou o Max lá com a condição de que ao menos o levassem para passear uma vez ao dia.
Mas as coisas não foram bem assim como combinadas, passeio que era bom nada...
E o Max coitado, ficava preso em uma gaiolinha o dia e a noite inteira.
Um dia o médico perguntou para uma moça que trabalhava no hospital se ela queria um cachorro labrador, mostrou a foto e tudo. A moça ficou toda animada, nem pensou muito na responsabilidade, sim porque quando a gente pega um bicho para cuidar, tem que saber que ele faz coco, xixi, bagunça, que fica doente, que tem que passear, tomar banho, etc.
Mas resumindo a historia ela disse que sim, ela queria o Max.
E outra vez o doutor colocou o Max no carro e o levou para a casa da moça.
Quando o Max chegou a mãe da moça ficou brava, disse que não queria, que era muita responsabilidade.
A moça, minha irmã, ficou triste e até chorou...
Mas o Max esperto que só, não queria mais ficar mudando de casa, viu bem que se ficasse naquela casa teria muito amor e carinho. Então olhou bem nos olhos da mãe da moça e fez aquela carinha que dá dó, pulou no colo dela e cochichou bem perto do ouvido dela, num idioma que só eles entenderam " Agora você é que vai cuidar de mim e eu em troca vou ser seu grande amigo".
E não é que a idéia do Max deu certo?
Faz mais de oito anos que todo dia a Dona Didi (mãe da moça), levanta, toma café e vai ver o Max. Brinca e conversa com ele (daquele jeito que só eles entendem), limpa toda a sujeirada que ele fez, lava o quintal, troca a água e dá comida, faça chuva, faça frio ou faça sol.
Eu vejo tudo de longe pois apesar de amar o Max, tenho muita alergia.
Mas posso dizer com toda certeza que a vida do Max depois que encontrou a Dona Didi, é pura alegria.
E se a gente tem mesmo um destino traçado, já estava escrito que o Max seria da Didi (minha mamys).
Espero que gostem da historinha que o Max pediu prá eu contar...
Bjinhos
Lyz


P.S.: Fala sério se o Max não é lindo?

3 comentários:

  1. Que lindo!!! chorei

    cida

    ResponderExcluir
  2. Ah... que lindo!! E com uma história e tanto, hein?
    Amo cachorros... me parte o coração ver um sozinho na rua, largado... se eu pudesse trazer todos pra casa!!!
    Mas já trouxe um, que me dá bastaaaante trabalho também!
    E a carinha de dar dó ninguém resiste, né?
    E por mais que você brigue com o bichinho depois de ver a cratera que ele fez no jardim, ele vem e te faz um carinho! Não tem mastercard que pague!!
    Beijos a você e ao Max, da Lu e do Cazé!

    ResponderExcluir
  3. Linda mesmo a história do Max e da dona Didi. Que bom que no final ele encontrou alguém para amá-lo e cuidá-lo. Sei que o médico agiu na maior da boas intenções, querendo agradar os filhos, mas com animal não é simplesmente assim, "comprar" e pronto. De certo a mãe das crianças devolveu pq dava trabalho e sobrava pra ela cuidar e limpar, já que criança, dependendo da idade, não tem muita responsabilidade com os bichos. Acho que as pessoas deveriam pensar duas vezes antes de sair comprando animais, que nem deveriam ser comprados, pq são vidas. Mas enfim, o que importa é que no final deu tudo certo e hj o Max é muito bem cuidado e não poderia ter encontrado uma dona melhor, não é? ;-)

    PS: eu tenho um primo que tem dois labradores e eu morro de dó pq elas ficam presas (são fêmeas) a maior parte do tempo, num cubículo; maior tristeza. Já falei pra eles doarem pra quem gosta, tem espaço e disposição, mas não, eles (ele e a irmã) preferem ficar com elas assim, definhando, a dar para outra pessoa :/.

    ResponderExcluir

fico feliz quando leio o seu recadinho...
obrigada!